Domingo, Julho 08, 2007

Rever os conceitos


O MSN é hoje um dos principais meios de comunicação entre os casais, solteiros e solteiras. Já somos usuários a algum tempo e até hoje deparamos com algumas perguntinhas que acabam nos tirando do sério.

"Cadê ela ? Estamos os dois aqui e só teclamos com os dois". Deixamos claro que o fato de um ou outro estar teclando só no MSN significa que a confiança e a cumplicidade de um pelo o outro dão total segurança ao relacionamento.

"Tem cam ? Estamos querendo primeiro conhecer pela cam"". A mística do movimento vem de olhar no olho, de contar e escutar causos, de encontrar afinidades e tudo isso não será possível através de imagens geladas de uma cam. Sem contar a exposição barata e fuleira a "experts" que tem programas que gravam imagens que são enviadas pela cam difundindo-as depois pela internet e causando sérios problemas particulares.

"Só tem essa foto ? Mais fotos nos dão a certeza que são um casal real"". Fotos são pessoais e exposição de um booking é para desconfiar. Podemos pegar pela net inumeras fotos e expormos mas estaremos promovendo uma prática que condenamos e repudiamos.

Portanto, usuários do MSN, esta na hora de rever seus conceitos. Muitas amizades ja fizemos sem expor uma única foto, sem abrir cam e com contato feito por ele ou ela solitariamente. O swing é um movimento que cresceu no país sem internet e que nessa nova era esta precisando ser sacudido para voltarmos aos melhores dias.

Boa semana e beijos a todos
N@tivosRJ

Domingo, Julho 01, 2007

Dúvidas Comuns e Generalizadas

Não é muito difícil encontrarmos casais iniciantes pelas boates do Rio de Janeiro mas existe, em geral, uma grande falta, senão total, informação sobre o meio liberal.

Impulsionados pelas fantasias e pela violência generalizada no Rio de Janeiro as boates liberais passaram a ser um verdadeiro "oásis" de segurança para quem curte uma boa "night" além de poderem liberar suas fantasias.

Acostumados a points conhecidos da cidade onde as namoradas, noivas e ou até mesmo as esposas não conseguem ir ao banheiro sem pagar um pedágio, os casais iniciantes encontram em clubes liberais o local predileto.

Mas da concordância em frequentarem para "conhecer" e praticarem o liberalismo existe uma barreira chamada "ciúme" e que trabalha inversamente podendo até terminar com muitos relacionamentos.

A preparação de um casal de iniciantes deve passar por um processo de amadurecimento de ambas as partes.O que é bom para um tem de ser para os dois. O homem, em sua maioria, tem em suas mulheres a "isca" mas não aceitam mais do que isso. As mulheres, por sua vez, tentam extravasar em poucas horas toda a repressão natural de um relacionamento. O equilíbrio é necessário de ambas as partes para a satisfação geral do meio e, principalmente, do próprio casal.

Seria uma função dos mais experientes darmos toda atenção e ajudarmos o entendimento, pelos iniciantes, do meio, como funciona, suas etiquetas (se existem), o que é aceito, o que não é, enfim, repassarmos tudo aquilo que um dia algum casal fez por nós todos afinal, todos nós fomos iniciantes um dia.

Mas quem disse que funciona assim ?

Fica aqui o nosso Parabéns e votos de muitas felicidades a loira que nos honrou com sua presença no sábado e cujo o bolinho estava maravilhoso ... (nome? deixem de ser curiosos, ne ? )

Bjs a todos
NativosRJ

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Corno? Como Assim? II

Continuando...

Para responder o questionamento a minha tão conhecida prolixidade foi importante e necessária. Explique que não é, apenas, nisso (a mulher ser “puta”) que se resume à fantasia, e sim há também isso. Citei uma colocação que fiz em uma das minhas comunidades do Orku: “a fantasia parte, para alguns, do princípio que toda mulher, em alguma ocasião, tem a fantasia de ser uma puta e todo homem fantasia em ver e fazer uma mulher de puta.”.

Bem, mas o que tem essa questão com o tema que está sendo abordado? Em ambos os casos está em jogo à realização de fantasias. Isso significa que a incorporarão destes dois personagens, que citei, começa e termina na cama, isto é, apenas estão ligados à parte sexual do relacionamento. Nada tem haver com o respeito que sempre deve existir.

Eu, particularmente, acredito que os tradicionais valores sociais são os principais aspectos que deturpam e inibem algo que deveria ser visto apenas como fantasia, ou seja, tem muita gente apegada a estes valores dentro do meio swing (não é que não devam ter estes valores, mas não deveriam tentar adequá-los a uma realidade incompatível – que é a realidade liberal). A fantasia de ser corno, em algum momento, não faz de ninguém um autêntico corno. A Fantasia de ser puta, em alguma ocasião, não faz de nenhuma mulher uma autêntica puta. É tudo de mentirinha, de faz de conta (como dizem as crianças – risos).

Penso que quando criamos estas pseudo-identidades tínhamos em mente uma fuga do tradicional modelo da sociedade. Que coloca como sendo imoral aquilo que foge do convencional. Dentro destes valores não são somente questionáveis essas duas fantasias (corno e puta), mas sim tudo que vivenciamos aqui. Até mesmo o bi feminino que é orgulho de tantos casais seria imoral, inconseqüente e doentio aos olhos do pior conservador.

Nosso diferencial (como liberais) deve ser o de quebrar o significado cultural das coisas que estão relacionadas ao sexo. Permitir o que é da vontade e consentimento dos envolvidos. Sem as neuras que deveriam estar somente lá do lado de fora. Tendo em mente e colocando em prática este diferencial vamos, facilmente, deixar de temer os “os nomes das criaturas”, afinal nem sempre as criaturas espelham o significado do seu nome.


Beijos e Abraços,
Brad Montana.
Obs: as últimas três postagens foram minhas. Não irei mais postar aqui sendo assim (só eu).

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Corno? Como assim?

Em uma das minhas comunidades do Orkut surgiu um tópico que gerou, em dois momentos, uma boa discussão. Foi questionado se existe ou não a “figura do corno” no meio Liberal. Veja abaixo a colocação que deu início ao assunto.

Quem nos conhece sabe o quanto respeitamos e estimulamos a realização das fantasias de cada casal ou single, sejam elas quais forem! No entanto, eu (Sr Carinho) gostaria de manifestar meu descontentamento com uma "expressão-lugar-comum" que domina nosso meio: "CORNO". Para quem nunca se deu ao trabalho de entender, esclarecemos: corno é aquele que é traído ou objeto de infidelidade (não consentida). Por conseqüência, não existem cornos dentro dos princípios do Swing! Eu sinto profunda realização ao ver a Sra Carinho ter prazer com outro homem. Mais ainda, quanto maior o prazer que ela sentir, maior a minha realização. E tenho certeza que o inverso é verdadeiro. Em ambos os casos existe consentimento! Onde existe consentimento, não existe espaço para cornos ou cornudas! (postagem do Ksal Carinho-Rj)

Bem, não posso discordar plenamente do que foi falado, porém fico intrigado com o que estão sentido, nesse momento, aqueles que têm a fantasia, o desejo de serem chamados, tratados e considerados cornos em relações Liberais. Não vamos fechar os olhos e dizer que isso e eles não existem. Podem até não ser a maioria, mas que existem, existem e isso é inegável.
Por mais de uma vez recebi propostas de casais onde o marido tinha esta vontade – ser corno. Alguns chamam de vocação. Não preciso nem provar isso, colando aqui as tais conversas (que aconteceram por MSN), basta navegar um pouco pela Internet para encontrá-los. Mas não aceitei nenhuma delas por não ter, digamos que, habilidade para o “trato” e apreciação pela proposta. Sim, eu não tenho apreciação. Respeito, mas não tenho apreciação. Por quê? Bem, em geral tento explicar pelo princípio da fantasia, ou seja, não é a minha fantasia fazer ninguém de corno. Em seguida tento explicar com base na amizade. Eu, geralmente, faço amizade com o casal. Não consigo me imaginar chamando e tratando um amigo como corno – mesmo que ele peça.
Em uma ocasião fui questionado (brilhantemente) sobre o principio da fantasia. Quando perguntado se a minha fantasia era, apenas, fazer as mulheres de putas. Como é que eu vou explicar isso? (me perguntei)

Volto já (continua).

Brad Montana.